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domingo, 11 de maio de 2014
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Quer participar?
Por Cristiana Lobo
As pesquisadoras Anja Franz, Susan Salzbrenner e Tanja Schulze criaram um questionário online para mapear o desenvolvimento do estudo e das atividades no campo da interculturalidade nos últimos anos. A conclusão será baseada na comparação do resultado com pesquisas similares realizadas em 2004 e 2008.
As pesquisadoras Anja Franz, Susan Salzbrenner e Tanja Schulze criaram um questionário online para mapear o desenvolvimento do estudo e das atividades no campo da interculturalidade nos últimos anos. A conclusão será baseada na comparação do resultado com pesquisas similares realizadas em 2004 e 2008.
Elas pretendem entender qual é o perfil dos
profissionais que trabalham na área, sua formação e suas atividades. Assim como
conhecer quais são as teorias e ferramentas de trabalho mais utilizadas, as
motivações e impressões.
Para colaborar com a pesquisa basta clicar aqui e responder
às perguntas, o que leva em torno de 15-20 minutos. Quem desejar saber o
resultado, basta deixar o e-mail entre os dados. As
respostas serão gravadas anonimamente para preservar a privacidade dos
colaboradores.
Para mais informações: icsurvey2013@gmail.com
Anja Franz (Lecturer
and Research Associate at the Institute of Educational Science (IEW),
Otto-von-Guericke-University Magdeburg, Germany | M.A. Sociology and Education)
Susan Salzbrenner
(Intercultural Trainer and Owner of “Fit Across Cultures", Paris, France |
M.A. Psychology)
Tanja Schulze
(Program Officer for German-Indian Relations at Robert Bosch Stiftung,
Stuttgart, Germany | 2011-2013 President of Young SIETAR | M.A. Romance
Languages and Literature, Intercultural Business Communication, History of
Economics)
Summer Academy no Brasil
Por Cristiana Lobo
Quem busca um aprofundamento no estudo da interculturalidade já pode se preparar para participar do primeiro Summer Academy on Intercultural Experience em território nacional, que vai acontecer de 27 de janeiro a 7 de fevereiro na UniversidadePositivo, em Curitiba.
Quem busca um aprofundamento no estudo da interculturalidade já pode se preparar para participar do primeiro Summer Academy on Intercultural Experience em território nacional, que vai acontecer de 27 de janeiro a 7 de fevereiro na UniversidadePositivo, em Curitiba.
O evento é fruto da parceria
entre a universidade, o AFS Brasil e o InterCultur alemão. Serão três workshops em inglês focados na
compreensão das diferenças culturais de forma prática e teórica: Comunicação
Intercultural, Gerenciamento Transcultural e Mediação de Conflitos
Interculturais. Além das aulas, haverá sessões de treinamento práticas
facilitadas por treinadores do AFS.
Cada workshop conta com um
professor pesquisador com experiência no estudo da interculturalidade e a
mediação é de Ulrich Kühnen, professor de Psicologia e coordenador do curso de
Comportamento e Relações Interculturais, da Jacobs University, em Bremen, na Alemanha.
Entre os temas abordados estão a
mudança na forma de se comunicar, encontros transculturais e suas conseqüências,
como lidar com diferenças culturais, como resolver conflitos que surgem destas
interações, desafios culturais complexos no mundo dos negócios entre outros.
Mais informações: http://www.summeracademy-brazil.org/
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Psicologia Intercultural
Por Cristiana Lobo
Uma área de estudo relativamente recente da psicologia é a Psicologia Intercultural, que pesquisa as possíveis tensões geradas pelo contato entre culturas.
Sylvia Duarte Dantas é professora
da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) especializada em Psicologia
Intercultural e coordena um trabalho intervenção psicossocial que engloba
psicoterapia breve, workshops e orientação intercultural na universidade
voltado para imigrantes, intercambistas, brasileiros descendentes de imigrantes
e brasileiros retornados de exterior. Nesta entrevista, ela conta um pouco sobre
seu trabalho e explica processos
que surgem no contato com outras culturas como aculturação, ansiedades, questionamentos de identidade e
conflitos que surgem entre casais de diferentes origens.
Ela fez mestrado e doutorado na
Universidade de Boston e atua principalmente nos temas: psicologia
intercultural, psicanálise, orientação e psicoterapia breve intercultural,
intervenção psicossocial, gênero, e/i-migração, identidade étnica/cultural, preconceito
e processos de inserção cultural.
É co-autora do livro Líder
de mudança e grupo operativo, ed. Petrópolis: Vozes; autora do livro Changing gender
roles: Brazilian immigrant families in the U.S., New York: LFB scholarly publishing LLC, 2002, autora
e co-organizadora do livro Psicologia, E/Imigração e Cultura, São Paulo: Casa do Psicólogo, e
do e-book Diálogos Interculturais: Reflexões interdisciplinares e intervenções psicossociais, entre outros. Também atua na metacuradoria de O Comum, projeto do
IEA, Instituto de Estudos Avançados da USP.
1) Como
é o seu trabalho na UNIFESP?
Eu coordeno um trabalho que
envolve psicoterapia breve, workshops e orientação intercultural na UNIFESP
Baixada Santista. Realizamos atendimentos na UNIFESP Baixada Santista no
Serviço-Escola em Santos e em São Paulo na UNIFESP que fica na Vila Mariana.
Supervisiono alunos da graduação a partir do 5º ano. Atendemos estrangeiros,
imigrantes, brasileiros descendentes de imigrantes e brasileiros que voltaram
de uma temporada no exterior e estão em fase de readaptação. Primeiro há uma
entrevista e em seguida o atendimento na própria universidade que acontece em
no máximo 12 sessões.
2) Quais
são as principais queixas dos estrangeiros que estão morando no Brasil?
Todo mundo quando imigra tem um
estranhamento ao código social diferente. Isso é comum a todos que cruzam
fronteiras. Os estrangeiros que residem aqui no Brasil costumam enfrentar
dificuldades com a falta de organização, burocracia e relações pessoais.
Quem vem de países do hemisfério
norte costuma se queixar do excesso de proximidade física que existe aqui,
inclusive no ambiente de trabalho, assim como do hábito dos brasileiros de
fazer comentários sobre a aparência e perguntas sobre a vida pessoal, atitudes
vistas com estranhamento pelos estrangeiros e sentidas como invasivas.
No Brasil, essa é uma forma de
construção de uma relação de confiança. Antes do trabalho, para os brasileiros
vem a proximidade, a sintonia e uma certa simpatia.
São códigos distintos de trabalho,
de amizade, do que é proximidade e hospitalidade. Para eles a hospitalidade
seria seguir o que foi combinado, cumprir a programação e chegar no horário,
por exemplo.
3) Qual
é a influência que uma mudança de país pode gerar na identidade?
Identidade significa “quem eu
sou”, que tem relação com a história de cada um e suas referências, inclusive
físicas. Quando as pessoas se mudam sentem saudades de sensações, cheiros e
lugares que têm a ver com memórias afetivas.
A mudança é uma quebra dessas
referências e coloca em cheque todo um jeito de ser, sentir e pensar, ou seja,
quem se é, e isso implica um questionamento de valores, de como se vê o mundo,
de formas de comportamento, trabalho, concepções de amizade, de jeito de ser. A
identidade é colocada em cheque quando se vê diante do diferente.
4) A
mudança de país pode gerar uma crise?
Quando a pessoa se muda para um
local com uma cultura diferente, em geral, no começo é sempre uma “lua de mel”.
Depois é que se entra em contato com as diferenças e isso cria um conflito.
Este conflito, que se denomina processo de aculturação, será vivido de uma
forma impactante ou não de acordo com vários fatores tanto contextuais quanto
internos.
A palavra crise significa tanto
perigo quanto oportunidade. E o conflito gerado pelas diferenças culturais pode
desencadear um processo que a pessoa tenha dificuldade de superar. Ou então, a
saída do próprio país pode ser encarada como uma oportunidade de ampliar uma
forma de ser, pode significar uma ampliação de uma visão de mundo. É uma
oportunidade para se relativizar o “ser ser-humano”. As pessoas tendem a achar
que sua forma de ser é universal.
5) Você pode falar um pouco
mais sobre este processo de aculturação?
Durante o processo de aculturação
o indivíduo pode criar diversas estratégias para lidar com outra cultura. Em
alguns casos há o abandono da própria cultura e a adoção da nova, adota-se a
nova língua e há pessoas que até optam por não se relacionar mais com pessoas
do próprio país. Isso depende muito do contexto do país de recepção.
Outras pessoas adotam uma
separação, começam a freqüentar lojas étnicas e buscam grupos de pessoas da
mesma nacionalidade. Há também a possiblidade da marginalização, em que o
indivíduo não se identifica com uma cultura nem com a outra. Por último, pode
ser criada uma ponte em que a pessoa mantém aspectos da sua cultura original e
adota outros da cultura
hospedeira, ocorre uma integração que gera menos sofrimento. A forma escolhida
depende de cada um e do contexto do país, da forma como as pessoas recebem
estrangeiros e da política migratória adotada.
6) Como os recursos
internos de cada um influenciam neste processo de aculturação?
Tudo depende da história da
pessoa, se ela tem objetivos consistentes, uma boa relação consigo mesma. Quem
tem uma crítica muito forte pode encontrar dificuldades. Também podem ser
despertados alguns tipos de ansiedade diante do novo: ansiedades paranóides
(quando o novo é visto como ameaçador), depressivas (quando o novo é sinônimo
de perda do que havia antes) e confusional (quando a pessoa não sabe mais quem
ela é).
Essas ansiedades afloram com
maior ou menor intensidade de acordo com o acolhimento. Se a pessoa é
mal-recebida, se sofre algum tipo de preconceito provavelmente haverá um
processo de ansiedade. A reação de cada um também depende de seu repertório
interno, se ela já tem uma história de dinâmica familiar difícil é um
agravante.
Recursos que ajudam a lidar com a
nova cultura seriam a capacidade de estar consigo mesmo - porque é um momento
mais solitário - porque você tem uma ruptura de rede social, além da condição
de lidar com a ambigüidade e a diversidade.
7) Quais são as
dificuldades que casais formados por pessoas de culturas diferentes podem
enfrentar?
As diferenças que podem ser
justamente o que atrai a princípio, em momentos de crise são exatamente o que
acirra o estresse. Pode ocorrer entre os parceiros uma certa hierarquização de
acordo com a origem de cada um (quando pertencem a países com diferentes graus
de desenvolvimento). Também há a questão das diferentes concepções de família e
dos papéis que se espera de um homem e de uma mulher. É um trabalho para os
dois lidar com essas diferenças que são profundas e as pessoas muitas vezes não
se dão conta.
Obs: os interessados em marcar uma entrevista podem
enviar um e-mail para intercultural@unifesp.br.
Ou pelo telefone (13) 3523-5029 e 3878-3806 com Maria Gisélia.
domingo, 20 de outubro de 2013
Interculturalidade: desafio empresarial
A treinadora, coach executiva e palestrante finlandesa Hanna Helstelä teve seu novo artigo Going Global: aprendizagem intercultural como desafio empresarial publicado em português no recém-lançado Manual de Treinamento & Desenvolvimento, da ABTD. Em entrevista exclusiva ela comenta alguns conceitos e conta sua trajetória.
É interessante ler um artigo sobre competência intercultural escrito por alguém que além de pesquisar, vivencia o tema na prática. Hanna Helstelä é finlandesa, cresceu na Alemanha e vive no Brasil há três anos. Treinadora, coach executiva e palestrante, ela escreveu o capítulo Going global: aprendizagem intercultural como desafio empresarial, que faz parte da 6° edição do recém-lançado Manual de Treinamento & Desenvolvimento da ABTD(Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento).
É interessante ler um artigo sobre competência intercultural escrito por alguém que além de pesquisar, vivencia o tema na prática. Hanna Helstelä é finlandesa, cresceu na Alemanha e vive no Brasil há três anos. Treinadora, coach executiva e palestrante, ela escreveu o capítulo Going global: aprendizagem intercultural como desafio empresarial, que faz parte da 6° edição do recém-lançado Manual de Treinamento & Desenvolvimento da ABTD(Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento).
No artigo, ela expõe
conceitos iniciais para quem deseja se aprofundar no tema, explica o Modelo do
Desenvolvimento da Sensibilidade Intercultural do professor e pesquisador
americano Milton Bennett e dá alguns exemplos de como treinamentos
interculturais podem auxiliar empresas na busca de sucesso econômico
internacional.
Hanna fez toda sua
formação em instituições da Alemanha, Suíça e Áustria, sempre na área de
liderança, desenvolvimento pessoal e organizacional. Trabalhou como consultora
na Daimler (Mercedes) e na ZF Friedrichshafen. Entre 2002 e 2009 deu aula de
Liderança e Gestão de Mudanças na Universidade Cooperativa do Estado de Baden
Württemberg, Ravensburg, na Alemanha, foi membro de bancas examinadoras e
orientadora de trabalhos de final de curso para a obtenção do grau de bacharel.
Há
três anos no Brasil, ela aprendeu português e acaba de abrir sua própria
empresa de treinamento e consultoria em Santo André, São Paulo, onde vive com o
marido também alemão e professor da UFABC. Hanna participou como palestrante da
Conferência Intercultural da SIETAR
Brasil, que aconteceu em setembro deste ano, em São Paulo e reflete
sobre as peculiaridades da nossa cultura.
Porque você se
mudou para Alemanha?
Minha família se mudou em
1969 para Langenfeld, uma pequena cidade perto de Colônia, onde havia uma
marcante presença finlandesa. Eu era criança, tinha apenas três anos. Cresci lá
e em 1986 fui para Stuttgart estudar Artes. No ano seguinte me mudei novamente,
desta vez para estudar literatura russa e política durante 1,5 ano na
Universidade de Konstanz, na Alemanha também. Eu queria entender o contexto da
guerra fria daquela época. Kontastanz é uma cidade muito bonita que faz
fronteira com a Suíça. Mas decidi estudar Administração e lá mesmo fiz a
graduação e o mestrado.
E como começou o seu
contato com os estudos interculturais?
Em
91 eu fiz um estágio de oito meses no setor de RH da Mercedes, em Stuttgart,
trabalhei com desenvolvimento pessoal e depois me chamaram para trabalhar com
desenvolvimento de liderança. Em 98 fui convidada para trabalhar na ZF (empresa
automotiva), também na área de RH, e voltei para o sul da Alemanha. Em meados
de 2000, as empresas se abriram mais e o mercado de trabalho na Alemanha
começou a ficar mais internacional, mas a princípio apenas nos setores de
liderança. Foram contratados parceiros para trabalhar na área intercultural,
consultores e coachs para preparar principalmente os líderes.
Em 2005 eu fiz o primeiro treinamento intercultural e depois comecei a me
aprofundar no assunto e fazer vários cursos, entre eles a formação com Milton
Bennett.
Os empresários já têm
consciência da importância desta competência específica?
Os executivos em geral
ainda têm pouca consciência sobre a importância da competência intercultural.
Quando eles precisam realizar uma negociação com empresas ou profissionais de
outros países, a tendência é achar que não precisam de um treinamento
específico. Eles precisam amadurecer mais esta mentalidade, é raro que uma
empresa dê importância a este assunto. Os melhores líderes internacionais têm
sensibilidade para lidar com a diversidade. É uma competência que tem que ser
desenvolvida.
Como é o campo de
trabalho desta área no Brasil?
As empresas brasileiras
não investem muito no exterior. E quando as empresas internacionais chegam
aqui, em geral, há uma tendência entre os brasileiros de achar que elas é têm
que se adaptar à cultura local, quando na verdade o ideal é que o processo de
adaptação seja um trabalho de ambas as partes. O foco das empresas em geral
costuma ser mais nos expatriados.
Quais são as
competências esperadas de um líder na Alemanha?
Em geral eles são bem
analíticos, sabem pensar estrategicamente e lidam muito bem com as pessoas, mas
um relacionamento focado no trabalho e não tão pessoal quanto aqui no Brasil.
Ele deve conhecer profundamente sua área de trabalho. Quando eles delegam uma
função há a expectativa de que o funcionário traga soluções. A educação na
Alemanha ensina o pensamento crítico, focado em bons argumentos e na solução de
problemas. Um pensamento lógico, estruturado e analítico.
E quais são as
competências esperadas de um líder brasileiro?
Aqui a relação é mais
pessoal do que lá. Em primeiro lugar o líder tem que gostar de você e você do
líder. Aqui é muito importante a questão da confiança. Aqui ele tem que ser
mais persuasivo, deve motivar e convencer as pessoas. Já os alemães não confiam
muito na persuasão, nas palavras. Eles são mais atentos às atitudes e aos
resultados. Os líderes daqui precisam ampliar a competência intercultural, as
habilidades de comunicação e a capacidade de desenvolver os funcionários.
A formação histórica do
Brasil inclui pessoas de diversas origens, você acha que esse contexto facilita
a consciência das relações interculturais?
Aqui as pessoas têm mais
interesse na competência intercultural. Já na Alemanha a tendência é achar que
os outros países têm que aprender com eles, o que também é uma visão
inadequada. No Brasil existe uma sensibilidade em relação ao assunto. As
famílias aqui possuem membros de diversos países mas em geral as pessoas lidam
com isso de uma forma inconsciente. Mas esse contexto propicia o interesse no
assunto e aumenta a possibilidade de tornar o tema consciente, mais do que na
Alemanha.
Como foi a sua adaptação
ao Brasil?
Aqui eu fui muito bem
recebida, se relacionar com as pessoas é fácil e rápido, logo me senti bem, em
casa. Mas em relação ao trabalho foi diferente. Na Alemanha você fala onde você
estudou, o que você fez, seus cursos e você tem uma referência. Lá eu
trabalhava com a alta liderança. Eu me mudei para cá na mesma empresa e tudo
funcionava de uma forma diferente, não consegui trabalhar da mesma forma que
trabalhava lá, me senti muito perdida no início. Aqui era responsável pela área
de treinamento e desenvolvimento (da ZF do Brasil) e vi na prática um conselho
que recebi antes de viajar. “Esquece o seu currículo, as pessoas no Brasil vão
ver primeiro se gostam de você”. Mas hoje já me adaptei, gosto do estilo de
vida que existe aqui.
Como você se sentia na
Alemanha?
Minha
ligação com a Finlândia é muito forte, sempre falei finlandês em casa com a
minha família e visitava constantemente meu país. Mas cresci na Alemanha e falo
alemão como nativo e lá todos achavam que eu era alemã. Essa desconsideração em
relação à minha origem me chateava às vezes. Vi na prática como o modelo de
Milton Bennett é genial. Ele destaca a importância de ultrapassar o estágio da
minimização. Neste estágio achamos que todos somos iguais, o que não ajuda a
integração porque não há o reconhecimento da diversidade, que é essencial para
a aceitação real da cultura do outro.
por Cristiana Lobo
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Research about the Intercultural Field
Research about the Intercultural Field by Anja Franz, Susan Salzbrenner and Tanja Schulze.
"Feel free to have a look at it, fill it out and share it with other
interculturalists. We'll only have an accurate picture that reflects the
many facets of our work if many of us participate." (Susan Salzbrenner)
http://www.surveymonkey.com/s/ ICProfessionSurvey2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Novo site
Visite nosso novo site www.sietar.com.br! Acompanhe todos os detalhes da 2a Conferência SIETAR Brasil de 8 e 9/setembro/2013, o curso de Milton Bennett 5 a 7/set, webcasts e muito mais!
quinta-feira, 21 de março de 2013
Novidades para 2013!
Olá Caros Associados e Amigos da SIETAR Brasil,
Temos muitas novidades para vocês. Sietar Brasil 2013 com força total!
8 e 9/set
Estamos lançando a nossa 2ª Conferência, desta vez internacional, com abertura de ninguém menos que ilustríssimo Milton Bennett, criador do Developmental Model of Intercultural Sensitivity, instrumento de trabalho utilizado por muitos de nós. Voluntários interessados em contribuir na organização do evento por favor entrem em contato com Ines Meneses ines@united-globe.com.
5 a 7/set
Milton Bennett, que está no hall dos interculturalistas mais renomados do mundo, irá ministrar o Pre-Conference Workshop Constructivist Foundations of Intercultural Communication. O curso será em inglês. Estamos oferecendo no máximo 12 lugares. Quem quiser saber mais sobre este evento ou fazer já a sua inscrição, por favor, entre em contato com Hanna hanna@helstela.com , 11 – 9 5464 8342. Mais detalhes no anexo. O local do workshop e da conferência ainda vai ser confirmado.
1 a 3/set - Encontro
15/4 - Prazo final para envio dos trabalhos
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo promove este evento. Com o tema “Pesquisa e produção do conhecimento para além da universidade”, o encontro busca reunir pesquisadores de todo país para debater e organizar o campo da pesquisa em cultura no Brasil. O objetivo é reunir pesquisadores que investigam a área da cultura, dentro e fora da universidade e que estão dispersos no território nacional, nas diferentes disciplinas e em diferentes contextos sociais. Dica da interculturalista Fernanda Ogasawara. Para mais detalhes visite o site do encontro.
Rafael Guanaes ministra curso de História da Arte
Uma vez por mês, aos domingos 17h, os amantes da arte se encontram por 3 horas para aprender desde a antiguidade (Egito e Mesopotâmia) até o Romantismo (início do século XIX) e de Impressionismo (final do século XIX) até a Arte Contemporânea, usando como base acervos de grandes museus paulistanos (MASP, MAC, MAM e Pinacoteca do Estado). Para mais detalhes veja o anexo e entre em contato com Rafael rafael@bg-corporativa- cultural.com.br. Você pode participar de apenas um ou de vários encontros.
CIERI (Conselho Institucional dos Estudantes de Relações Internacionais) e Universidade Belas Artes firmaram parceria com a SIETAR Brasil. Eles vão ceder o auditório e vamos juntos promover a primeira palestra da SIETAR Brasil, apresentada pelo grande Sven Dinklage. Em breve anunciaremos mais detalhes.
A SIETAR Brasil em 2013 está entrando em uma nova fase de trabalhos. Estamos precisando de voluntários para várias iniciativas – gestão de benefícios aos associados, gerenciamento de banco de dados de associados, mala direta, comunicação, criação da newsletter, campanha de marketing, manutenção de conteúdo de site e mídias sociais, redesenho do site, loja virtual, organização da conferência e muitas outras coisas. Se você tem interesse em contribuir (ou gostaria de implementar alguma outra iniciativa que não mencionei) por favor entre em contato com Ines Meneses ines@united-globe.com.
Continuem enviando suas novidades para nós.
Abraços,
Ines
Ines Meneses
SIETAR Brasil President
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Happy Hour Sietar 2013
Olá Caros Associados e Amigos da Sietar,
É com grande prazer que anuncio nosso primeiro evento de 2013. Vamos nos encontrar para um happy hour e aproveitar para discutir nossos sonhos, planos e ações para a SIETAR em 2013.
Data: Quinta, 7/fev
Horário: 18:30
Local: Sagrado Bar, R. Dr. Renato Paes de Barros, 994
Preço: Entrada gratuita. Os custos envolvem o seu consumo de alimentos e bebidas. Há valet disponível no local, também cobrado à parte pelo estacionamento.
RSVP: Por favor confirme presença comigo até 6/fev via e-mail.
Chegando ao local, procure por mim.
Abraços e até lá!
Ines
Ines Meneses
SIETAR Brasil President
domingo, 16 de dezembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Conferência Sietar Brasil 2012
Oi Pessoal,
Segue o programa da Conferência Interna. Se você ainda não é associado, aproveite para se associar!
Quem quiser assistir à Conferência por favor inscreva-se até quarta 21-nov pelo email: sietarbrasil@gmail.com
- Data: 24 novembro 2012
- Horário: 9:00 às 17:30 horas
- Local: Sindicato dos Economistas de São Paulo, na Rua Almt. Pereira Guimarães 211, Pacaembu, São Paulo-SP.
9:00-9:15
|
Abertura
|
9:15-10:00
|
Investigação Apreciativa Aplicada a Treinamentos
Interculturais Individuais e de Grupo
“A Investigação
Apreciativa é o estudo e exploração do que dá vida a sistemas humanos quando
eles funcionam no seu melhor... assumindo que diálogos sobre qualidades,
sucessos, sonhos são transformativos.” (Diana Whitney).
A apresentadora vai
compartilhar como ela tem usado esta metodologia em seus treinamentos
individuais e de grupo para inspirar nos participantes o que eles têm de
melhor em suas relações interculturais e em suas gestões de mudanças. Os
princípios desta metodologia têm sido aplicados para facilitar que os
participantes articulem suas próprias fórmulas de sucesso.
Ines Meneses
|
10:00-10:45
|
Determinantes de
Atratividade de Investimentos
Estrangeiros Diretos no Brasil, 2009-2011
Breve visão dos resultados de uma pesquisa junto a
potenciais investidores estrangeiros no Brasil - no contexto
da tese intitulada "Determinantes de Atratividade de Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil, 2009-2011". Dois dos determinantes analisados na percepção dos estrangeiros são "Clima Favorável aos Estrangeiros no Brasil" e "Diferenças Culturais (entre o Brasil e os países de origem daqueles investidores)".
José Roberto Cunha
|
10:45-11:00
|
Intervalo
|
11:00-12:00
|
O fator intercultural e
as negociações internacionais: desafios e particularidades da cultura
brasileira
Com mais facilidade para desenvolver empatia e
flexibilidade, a aquisição de características importantes de
interculturalidade pelos negociadores brasileiros pode até, muitas vezes, ser
um exercício mais simples e familiar do que seria para negociadores de outras
culturas. Como fazer para que essa vantagem comparativa da cultura brasileira
seja usada pelos profissionais e contribua para que o País possa se destacar
no atual cenário de internacionalização?
Mariana Barros
|
12:00-13:30
|
Almoço
|
13:30-14:30
|
O poder dos paradigmas e seu impacto na convivência intercultural
O ser humano aprende a
ter convicções e paradigmas ao longo de sua vida. Estes paradigmas
influenciam seus comportamentos de uma maneira muita poderosa, da qual ele
normalmente não tem consciência – e inibem que ele se torna incapaz de enxergar
determinadas situações de uma outra maneira. A relação deste assunto com a
convivência intercultural é muito evidente e será discutido, trazendo
exemplos históricos e atuais, fazendo um paralelo com a experiência de
expatriados estrangeiros no Brasil.
Sven
Dinklage
|
14:30-14:45
|
Intervalo
|
14:45-17:15
|
World Café
O que é o World Café?
Segundo o Art of Hosting, o World Café é uma forma de se criar uma rede de
conversas em torno de questões que importam para um grupo. É uma metodologia
criativa para anfitriar conversas autênticas em grupos de todos os tamanhos,
operando uma rede de diálogo colaborativo sobre questões da vida real. Você
junta pequenos grupos de pessoas em mesas de café para conversar e explorar
questões que sejam importantes para sua vida, trabalho ou comunidade.
Na metodologia do World
Café as pessoas visitam vários grupos, que exploram questões semelhantes, e à
medida que as conversas se conectam, o conhecimento coletivo cresce e evolui,
polinizando ideias. Milhares de experiências têm sido realizadas utilizando o
World Café, algumas com mais de 1200 pessoas, e outras com grupos de 10, mas
a metodologia tem demonstrado uma incrível eficácia e flexibilidade,
permitindo resultados expressivos.
a SIETAR Brasil vai
anfitriar uma experiência de utilização dessa ferramenta – World Café. A
ideia é a de discutirmos questões que são cada vez mais prementes no campo
intercultural - Quais devem as competências de um interculturalista? Quais os
saberes imprescindíveis para o exercício da profissão? - Ao mesmo tempo em
que aprendemos a utilizar essa metodologia tão flexível, que pode ser
aplicada em inúmeras situações.
Lucy Linhares e Ligia
Pimenta
|
17:15-17:30
|
Encerramento
|
CONTAMOS COM SUA PRESENÇA!
EQUIPE SIETAR BRASIL
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Conferência Interna SIETAR BRASIL 2012
Olá Queridos Associados e Amigos da SIETAR,
Vamos ter uma Conferência Interna, para Associados somente, no dia 24-nov-2012.
Você é Associado? O evento é gratuito!
Você não é Associado ainda? Aproveite para se associar!
Segue o convite:
CHAMADA PARA APRESENTAÇÕES
A SIETAR Brasil está abrindo inscrições para apresentações em sua Conferência Interna 2012, significativamente chamada de Como vamos? Ela será realizada no sábado 24-nov das 8:30 às 17:30 no Sindicato dos Economistas na cidade de São Paulo, à Rua Almt.Pereira Guimarães, 211 Pacaembu.
Nossa conferência esse ano tem o objetivo de atualizar os membros da SIETAR Brasil em suas realizações profissionais recíprocas. Em suma, Como vamos? Em que andamos trabalhando que possa ser do interesse dos demais?
A conferência será fechada ao público, isso significando que estaremos apresentando apenas para os membros da organização. O ideal é que façamos propostas de apresentação bem conectadas à nossa prática profissional, a fim de que realmente comecemos a construir nosso network, sabendo quem é especialista no que.
As apresentações serão de 45 ou 60 minutos.
Calendário
· Até 2-nov – Inscrições de propostas - a serem feitas via e-mail com Lucy Linhares no ica@infolink.com.br. Se tivermos mais propostas que horários, uma comissão irá selecionar os casos a serem apresentados. Se você quiser voluntariar para esta comissão por favor entre em contato com Lucy.
· 9-nov - Divulgação da lista das apresentações.
Evento gratuito para Associados. Interessados podem se associar enviando e-mail para nosso tesoureiro Sven (sven.dinklage@sigmanet) com comprovante de depósito da anuidade de R$ 200.
Itaú
Agência 0166
C/C 02601-3
Sven Dinklage
CPF 216.792.498-43
Abraços,
Equipe Sietar Brasil
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
WORLD CAFÉ SIETAR Brasil
CONVITE AOS
MEMBROS E AMIGOS DA SIETAR Brasil PARA PARTICIPAÇÃO NO WORLD
CAFÉ
O que é o World Café? Segundo o Art
of Hosting, o World Café é uma forma de se criar uma rede de conversas em torno
de questões que importam para um grupo. É uma metodologia criativa para
anfitriar conversas autênticas em grupos de todos os tamanhos, operando uma
rede de diálogo colaborativo sobre questões da vida real. Você junta pequenos
grupos de pessoas em mesas de café para conversar e explorar questões que sejam
importantes para sua vida, trabalho ou comunidade.
Na metodologia do World Café as
pessoas visitam vários grupos, que exploram questões semelhantes, e à medida
que as conversas se conectam, o conhecimento coletivo cresce e evolui,
polinizando ideias. Milhares de experiências têm sido realizadas utilizando o
World Café, algumas com mais de 1200 pessoas, e outras com grupos de 10, mas a
metodologia tem demonstrado uma incrível eficácia e flexibilidade, permitindo
resultados expressivos.
No dia 17 de outubro, das 19 às 21
horas no Sindicato dos Economistas de São Paulo, na Rua Almt. Pereira Guimarães
211, Pacaembu, a SIETAR Brasil vai anfitriar uma experiência de utilização
dessa ferramenta – World Café. A ideia é a de discutirmos questões que são cada
vez mais prementes no campo intercultural - Quais devem as competências de um
interculturalista? Quais os saberes imprescindíveis para o exercício da
profissão? - Ao mesmo tempo em que aprendemos a utilizar essa metodologia tão
flexível, que pode ser aplicada em inúmeras situações. Lucy Linhares e Ligia
Pimenta serão as condutoras do processo.
As inscrições são grátis para os
associados da SIETAR Brasil, e R$10,00 para os amigos não associados, e devem
ser feitas até o dia 15 de setembro, segunda-feira, através do email ica@infolink.com.br. Por favor, indiquem em
Assunto do email que se trata do
World Café!
Espero que nossa atividade seja do
interesse de todos!
Até lá e um abraço!
Lucy
Linhares
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